sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vingança é o melhor dos pratos quentes

Essa estória começa com uma introdução chamada: vida!
Sabe quando você cai em si e vê a quantidade de coisa que está acontecendo e você ficou ali, parada? Tentar mistificar muito o que acontece com o mundo e com você é a maior roubada. Acabamos sendo hipócritas e não vemos realmente nossos erros e nossos acertos com a introdução da nossa estória. Olhar para o próprio umbigo é bom, porém, não por tanto tempo. Alguns valores até se perdem... Respeito, o que é isso REALMENTE?
Essas pessoas que se perdem no mundo delas são as que mais nos machucam quando fazem parte das nossas vidas. Mas também, são as que mais nos fazem aprender, mesmo que no tranco...
Escrevo aqui enquanto N. dorme em minhas pernas. Está e lindo, corpo torneado, todos músculos bem definidos, as linhas das costas, dos braços, das pernas e as veias, me fazem o observar por horas a fio. E assim que começa o primeiro capítulo.
Eu resolvi "abrir um relacionamento" que já era aberto e só eu não sabia. Peguei meus tênis e coloquei minha mochila depois de ter visto o suficiente por aquele dia.
Nada mais me deixaria triste, ao contrário, estava toda molhada de tesão. No ônibus lotado, todos aproveitavam para se encostar, como moscas pousando nas carnes já podres de fim de feira. Eu tive nojo. Eu estava mais para um salmão fresquinho esperando alguém me molhar no shoyo e me comer daquele jeito mesmo.
Mas não poderia ser assim, não nesse dia. Eu queria alguém especial e aí só me veio uma pessoa na cabeça, o N. Ele é um vizinho que descobri há pouco. Era apaixonante, malhava sem tirar os olhos de mim, trocava os papos mais incríveis e inteligentes e tinha os pés no chão. Só tinha um problema: era um trovador solitário e nunca pude consolá-lo. Mas esse era o momento. Toda vez que nos esbarrávamos, eu sentia um arrepio que vinha da ponta do meu dedinho até meu último fio de cabelo e nem preciso dizer, minha calcinha ficava toda babada.
Eu agora era uma leoa pronta para o ataque, nada mais de ficar na defensiva, iria fazer tudo que me desse vontade, na hora que eu quisesse, como eu quisesse.
Liguei pela primeira vez para o N. que certamente, adorou. Me atendeu na mesma hora, com aquela voz grossa e meio rouca que me alucinava.
Perguntei se podia cair na casa dele, já que estava me sentindo tão sozinha. Ele se empolgou, disse que a casa estava a minha espera e iria preparar uns petiscos pra gente.
Passei em casa antes, tomei aquele banho revigorante e quente, passei um óleo bem cheiroso pelo meu corpo, deixando ele escorrer por minhas curvas, lentamente.
Sem mais perfumes ou jóias ou maquiagem, coloquei um vestidinho roxo que cai como uma pluma, dispensei sutiã, top ou qualquer coisa que me prendesse, coloquei uma sapatilha baixinha e fui para os braços, digo... para a casa do N.
Cheguei a casa toda arrumada, com um cheiro agradável de lugar limpo. Tudo branco com contraste em preto dos móveis e a luz baixa. Ahhh, claro, e um sofá, mega confortável.
Entrei, sentei, ele me serviu um vinho tinto e suave, como gosto e colocou um filme qualquer que não consegui me concentrar com ele do meu lado...


CONTINUA....