quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um boquete e um copo d'água







"Um copo d'água e um boquete não se nega a ninguém "

Já dizia nosso mestre Catra.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cada um se diverte com o que tem…

`O texto aqui escrito é fruto da cumplicidade entre o Contos e o Amarelinha.
Espero que se divirtam. Cada um se diverte com o que tem. E reconhecer estas possibilidades é tão bom….`
                                                                                                                       Contos de Alcova Tenra.

Contos é um blog saboroso, com contos muito bem escritos, cheios de pecado, suor e um toque de sensibilidade. Uma delícia. E assim, surgiu nossa parceria, espero que provem e aprovem.
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Fazia aquele calor do Rio. Tudo transpirava na madrugada. Gotejava, suada a roupa, molhada a camisa. Revirou de um lado para o outro, tentando encontrar uma forma de voltar a dormir. Mas o calor insistia. Sua camisa molhada deixara o bico do seio totalmente ereto. Uma excitação involuntária. Aquele calor absurdo e suas coxas que estavam próximas, mutuamente se tocando. Sentia seu sexo quente. Já não conseguia dormir. E o calor já estava nela. Começou a brincar com ela, dando volta com os dedos no grelo acordado. A outra mão, dedos rodeavam um dos bicos. Tinha sede. Seu dedo estava empapado. Ficou de bruços, daquele jeito que gozava fácil e começou a brincar com ela. Aquele calor e agora o cheiro do próprio sexo molhado, tocado…

Olhava fixamente para o ventilador de teto. Aquele calor o deixara insone. Ainda tinha um rádio que tocava Billie Holiday em plena madrugada. Parecia mentira, mas aquele som o deixava inquieto e para completar o suor trazia o tesão. Só lembrava da vizinha do Rio, que nesse momento deveria estar na sua cama. Era um desejo de tempos. Involuntariamente, seu pau já endureceu e automaticamente sua mão o apertava, fazendo gostar do vaivém que fazia. Não sabia direito no que pensar, afinal precisava dormir e o calor era insuportável. Mas e o tesão? Não, não o deixaria descansar, precisava de mais.

O cheiro fazia ela desejar outros corpos que não só o dela e foi inevitável que os seus dedos ganhassem vida própria e as brincadeiras começaram a ter pele, tato, gosto e rosto… Naquela gostosa massagem de clitóris, era ele quem agora aparecia: firme, decidido, dedicado. E já flertavam as idéias com a imagem daquele cacete duro, bonito, que ela só tinha visto uma única e certeira vez: Ele, descuidado, andava nú pelo apartamento em frente num dia de preguiça. Mas ela o queria e guardava a forma e naquele ato de enfiar lentamente o dedo para dentro dela, imaginou o conteúdo todo. Gozou em labaredas, espasmadas, contínuas, gemeu sozinha. A aquele gemido ainda assim aumentou o cheiro de sexo que exalavam todos os poros daquele quarto.

Achou um pote desses cremes baratos e instintivamente deixou pau e mão melados, adorava se lambuzar com os prazeres da vida, assim como quando era criança e se lambuzava com o sorvete de propósito. Ele riu. Lembrou que tudo melado era mais gostoso. E pensou na vizinha com aquelas blusas quase transparentes e shortinhos colados no corpo com a polpa da bunda a mostra.
-Que tesão naquela sem vergonha.
Tocou uma bem forte e rápida, manteve o ritmo, as mãos deslizavam do creme. Imaginou lambendo os peitos dela, apertando, chupando sua pele, seu pescoço, fodendo com a boca, puxando os cabelos, fodendo a buceta e o cú. Ahhh, o cú.
Gozou. E relaxou.

Pensou ter visto a luz do quarto do vizinho acesa, será que tinha alguém acordado? Foi olhar pela janela, mas acabou chamando atenção de quem estava no apartamento de lá… Naquele calor e naquele estado de entrega, foi difícil não reparar na cena: Um casal no apartamento vizinho ao do homenageado, numa baita trepação desenfreada. A mulher, completamente nua, linda e arreganhada, sentada de perna aberta no maridão, que estava com o pau tão duro que mesmo naquela distância era possível vê-lo, nítido, bojudo, saliente. Ela, que já estava brutalmente excitada, se deixou levar pela cena e participou do jogo, se masturbando acompanhando a cena. Reparou que eles a olhavam, brincou com eles e como se fosse maestrina coordenou as brincadeiras. “Puuuuuuuuta que Pariuuuuuuuuu” gritou alto, para eles ouvirem, quando gozou a jarros fartos.
A mulher de lá acenou, mas fechou a cortina. E ela se jogou na cadeira da sala, jogando água pelo corpo: “Preciso urgentemente do telefone daquele cara”.
Na banheira do quarto de hotel, prostrado e ainda duro, ele não teve dúvidas: “Chegando ao Rio vou falar com ela…”