quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Escrever, apagar.


Escrever e trapacear não é a mesma coisa??? Tanto uma quanto a outra atividade têm como recompensa um prazer cínico e silencioso. Melhor que isso é apagar, rasgar. Há um desprendimento libertador no ato de rasgar as folhas que escrevemos, talvez porque notamos nelas a nudez obscena de um ou mais sentimentos. Existe uma soberba recatadamente hipócrita, banhada em pudores melancólicos, atrás da suspeita de que tudo aquilo que escrevemos há poucas semanas nos mostra como (insuportavelmente) somos cafonas. Pornógrafos do sentimento.
That´s it.

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