quinta-feira, 6 de maio de 2010

Carinha de anjo


Coisa de psicopata ficar me observando e podia parecer da minha parte uma simples loucura gostar daquela sensação de ser vista e fingir que nada sabia.
Passeava pela janela só de calcinha de lá para cá, mesmo sem precisar. Ligava o som, dançava ao ritmo leve das músicas de Zuza Zapata, adorava aquele som com uma voz que flutuava no meu quarto e me fazia esquecer que me exibia para o vizinho. De repente a campainha toca e vou correndo para o quarto para vestir um blusão que cobrisse até a polpa da bunda. Achei uma já surrada com a foto da Janis Joplin e a coloquei. Fui atender e era o vizinho. Como podia aquele estranho ter tido a coragem de ir até a mim? Pensei em segundos em qual desculpa ele daria para estar ali. Mas não foi o que ele fez. Pediu licença para entrar e me olhou de cima a baixo, dizendo que eu era linda, tinha uma carinha de anjo e que o vermelho nas minhas bochechas me deixavam ainda mais linda. Mas é claro que eu estaria vermelha, como poderia esperar por aquilo?
Mas estranhamente, meus lábios estavam quentes, trêmulos. Eu gostava daquela sensação, não gostava dele ali dentro pois sabia que não iria resistir por muito tempo.
Eu olhei pela janela, tentando acreditar que ele não estava ainda em casa, que aquilo era real.
Vindo por trás, ele me abraçou, segurando forte com uma mão na minha cintura e a outra descia pelo meu ventre. Com o rosto, afastou meus cabelos e beijou minha nuca, eu ofereci o pescoço a ele. E aproveitou. Passeou a língua pelo meu rosto, mordiscou minha orelha, trouxe meu corpo com força para mais perto dele e me fez sentir o pau que já latejava dentro da calça. Estávamos com os corpos aquecidos. Ele falava sacanagem baixinho em meu ouvido. Sabia que eu gostava de me exibir, que também o queria e se aproveitou disso.
Segurei nas pernas dele, sentia que meu corpo se entregava àquele estranho. Ele virou meu rosto, deixando meu corpo de frente para o dele e fez nossos lábios se encontrarem.
Nossas mãos percorriam por nossos corpos se misturando num ritmo frenético, como se há muito esperassem por aquele momento. Seus dedos entravam em mim, minhas mãos entravam em sua calça, sentia meu seio sendo beijado, mãos pela cintura, rosto, boca, beijos, cheiros, respiração, pele... O ar quente que saía de nossos corpos não deixava nos enganarmos. Queríamos e muito que aquilo estivesse acontecendo.
Ele me apoiou na janela, abrindo minhas pernas e sentia meu cheiro, mordia minha perna, puxava meu cabelo, e sua carne nas minhas mãos. Eu agarrava a janela, estava delirando de prazer, queria ele e era agora. Pedi para me foder com vontade, queria ele dentro de mim e era agora.
Me penetrou devagar, me fazendo gemer de tesão, de vontade, torturava meu corpo que tremia por ter aquele pau todo dentro de mim. Eu tentava puxá-lo com minhas pernas, o beijava com força e gemia a cada movimento daquele homem.
Eu podia sentir cada centímetro dentro de mim, ele metia agora com força, gemia, parecia que iria gozar a qualquer momento. Me entreguei aos seus prazeres, mordi sua blusa para não deixar escapar um gemido alto, fechei meus olhos, segurei forte em seu ombro, ele batia na minha cara, metia cada vez com mais força e por uns 2 segundos minha respiração parou, não ouvia mais a música e logo depois escuto um gemido grosso, ele gozou lambuzando todo meu corpo. Nos limpamos e desde então nunca mais o vi. Nem mesmo pela janela.
Seja como for, quando olho pela janela, pareço ainda ouvir a voz de Zuza Zapata ao fundo.

2 comentários:

Tami disse...

Lindo textooo!!!
ameii o blog

francisco santos disse...

obrigado pelo zuza zapata!!!