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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O mesmo rosto

Se pegaram com força. Queriam tudo que o outro poderia oferecer. Eram bocas, pêlos, mãos, unhas, dedos, orelhas, pés, pau e buceta. O cheiro era de sexo. O vício do cheiro era agradável, atormentador, impiedoso. A cama era o confessionário dos corpos.
O pau era um mastro, duro. A boceta, rosada, lisa, delicada.
Falavam besteiras ao pé do ouvido.
Fodiam como se fosse a última vez.
O ritmo acelerava.
Os dois tinham uma sintonia incrível para quem não se conhecia. Tudo tinha ritmo. Os gemidos, os movimentos, a posição e até o suor. A cama estava molhada. E os dois continuavam num pique que nào lembravam há tempos.
Ela de quatro ofereceu sua buceta, que pulsava, pronta para gozar. Era sua posição favorita.
Ele a segurou pelos cabelos e fodeu como ela merecia. Estava pronto para vê-la gozando.
Puxou com mais força aquela vadia e enfiou com toda vontade, enterrou seu mastro, aumentou o ritmo, xingou, aumentou mais e mais e ...
Ela parou de respirar, seu coração acelerou e ela gozou numa explosão.
Ele a olhou com o rosto agônico e sussurrou para si mesmo: a morte deve ter o mesmo rosto.
Gozou.